Preço dos medicamentos deve subir com reajuste anual; clientes e farmácias se preparam
Clientes e farmacêuticos da região já se preparavam, nesta terça-feira (31), para o reajuste anual no preço dos medicamentos. A alteração pode ocorrer em até 3,81%, conforme teto estabelecido em resolução publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

A Anvisa destaca que os aumentos não são automáticos e que, na prática, fabricantes e farmácias podem aplicar reajustes inferiores ou até manter os preços atuais.
A gerente de uma farmácia no Centro de Novo Hamburgo, Celia Colle, comenta que o estabelecimento já conta com placas avisando sobre os novos preços que, no local, contam a partir desta quarta-feira (1º).
“Nós ainda não recebemos o percentual de aumento, mas já estamos avisando os clientes para que eles comprem antes da alteração. Além disso, tem laboratórios que realizam promoções que podem ajudar o cliente a ter o medicamento por mais tempo.”
Por sua vez, Sidinei Santos de Oliveira, proprietário de uma farmácia no bairro Industrial, comenta que demora um pouco mais para mudar os preços. “A gente segura por mais uma semana e depois, quando chegam novas remessas, avisamos o cliente e aplicamos o novo preço. Não chegamos a fazer promoções porque todo mundo aproveita o preço antigo.”
Clientes aproveitam para se abastecer antes do aumento
O analista de sistemas Giovani Ragazzon, de 48 anos, mora no bairro Linha Gorgen, de Morro Reuter, e costuma comprar mensalmente medicamentos para ele e para a família.
“Eu preciso fazer reposição periódica, então como vai ter o aumento logo em seguida, aproveitei para usar logo essa receita, que tem validade. Com são medicamentos de uso contínuo, não tem a menor chance de ficar sem”, diz, acrescentando que normalmente faz a compra em Novo Hamburgo, onde seus filhos estudam.
“Como o aumento é compulsório e nosso salário não acompanha, nos organizamos previamente para fazer com que impacte o menos possível. Coisas mais triviais e supérfluas deixamos de lado”, continua Giovani.
A advogada Denise da Silva, de 48 anos, mora no bairro Neópolis, em Gravataí, e ainda não sabia sobre o reajuste, mas acabou comprando antes do aumento. “Eu compro para meu marido, e normalmente compramos para o mês todo. Sempre que vira o mês e termina o medicamento, automaticamente a gente vai na farmácia e compra.”
Teto máximo varia conforme nível de concorrência dos medicamentos
Conforme informações divulgadas pela Agência Brasil, o ajuste máximo permitido ocorre da seguinte forma:
- 3,81% para medicamentos com concorrência;
- 2,47% para medicamentos de média concorrência;
- 1,13% para medicamentos de pouca ou nenhuma concorrência.
