“O Brasil precisa apoiar quem produz”: Veja as 5 reivindicações da ACI em manifesto enviado ao presidente Lula

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI/NH/CB/EV/DI/IV) encaminhou, nesta quarta-feira (1º), um, manifesto oficial pela redução do custo Brasil e por medidas urgentes diante da crise internacional, especialmente relacionada ao conflito no Oriente Médio.

No documento enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, a entidade expressa preocupação com os impactos crescentes sobre o ambiente de negócios brasileiro.

No documento, a ACI enfatiza que o aumento expressivo dos custos de matéria-prima, energia e logística já afeta diretamente empresas de todos os portes, comprometendo a competitividade, reduzindo margens e colocando em risco empregos e investimentos em todo o País.

“O cenário atual evidencia o peso do chamado custo Brasil, agravado pela elevada carga tributária e pela lentidão na adoção de respostas concretas por parte do governo federal”, pontua a carta oficial.

Entre os fatores críticos, a entidade, que tem sede em Novo Hamburgo, evidencia o aumento no custo do diesel.

“Estas medidas não representam privilégios, mas sim condições mínimas para a manutenção da atividade econômica. O enfraquecimento das empresas impacta diretamente toda a sociedade. Sem ações rápidas e efetivas, o País enfrentará consequências severas, como desaceleração econômica, fechamento de empresas, aumento do desemprego e elevação contínua dos preços”, afirma o presidente da ACI, Robinson Oscar Klein.

O diretor, Fauston Saraiva, que também assina o manifesto, lembra que a região representada pela ACI-NH/CB/EV/DI/IV é historicamente marcada pelo empreendedorismo, pela geração de empregos e pela contribuição ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul e do Brasil.

“O setor produtivo não pode continuar arcando sozinho com os impactos de crises globais somados às ineficiências internas. O momento exige responsabilidade, agilidade e compromisso com a economia real. O Brasil precisa apoiar quem produz”, ressalta Saraiva.

Veja as reivindicações da ACI:

1 – Redução imediata da carga tributária sobre o diesel, com revisão dos tributos federais, de forma a aliviar o custo logístico e conter o repasse de aumentos à economia;
2 – Implementação de mecanismos de estabilização de preços dos combustíveis, protegendo o mercado interno de oscilações abruptas causadas por crises internacionais;
3 – Ampliação do acesso ao crédito para o setor produtivo, com condições compatíveis com o atual cenário de pressão de custos (juros reduzidos e prazos adequados);
4 – Incentivo à produção nacional de insumos estratégicos, diminuindo a dependência externa e fortalecendo a indústria brasileira,
5 – Estabelecimento de diálogo permanente com as entidades empresariais, assegurando que decisões econômicas considerem a realidade de quem gera emprego, renda e desenvolvimento.

*Com informações da ACI