Médico acusado de acariciar pacientes durante atendimentos é preso dentro do consultório em Taquara

Um médico de 55 anos foi preso preventivamente na manhã desta segunda-feira (30), em Taquara, no Vale do Paranhana, acusado de crimes sexuais cometidos dentro de seu próprio consultório.

A ação, realizada pela Polícia Civil na Rua Guilherme Lahm, no centro da cidade, ocorreu após uma investigação revelar um padrão de abusos que se estendia por, pelo menos, dois anos.

Médico foi preso no seu consultório, em Taquara Foto: Polícia Civil
Médico foi preso no seu consultório, em Taquara Foto: Polícia Civil

De acordo com os relatos colhidos pelos investigadores, o profissional se aproveitava da vulnerabilidade das pacientes durante os exames clínicos para consumar os atos.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito aproveitava o momento em que as vítimas precisavam retirar a roupa para os procedimentos médicos. Nesse instante, ele se aproximava das vítimas e passava a abraçá-las, beijá-las e acariciá-las sem qualquer consentimento. “As vítimas ficavam em estado de choque e sem reação”, relata o delegado Valeriano Garcia Neto.

Até o momento, três mulheres, com idades entre 30 e 42 anos, procuraram a delegacia para formalizar as denúncias. O primeiro registro aconteceu há 20 dias. Os depoimentos apresentam descrições semelhantes, narrando o mesmo modo de abordagem do médico.

A investigação apurou ainda que o médico tentava garantir o silêncio das vítimas. Ao final de cada consulta, ele rotineiramente pedia que as pacientes mantivessem o que havia ocorrido em segredo. 

Conforme o delegado, formalmente o médico não se manifestou, mas ainda no consultório ele teria admitido que abraçava as pacientes “sob pretexto de demonstrar carinho às pacientes e também para orientação espiritual”.

Após a prisão preventiva no consultório, o homem passou pelos trâmites legais na delegacia e foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. O médico é investigado pelos crimes de importunação sexual e posse sexual mediante fraude.

O delegado acredita que outras pessoas possam ter passado por situações semelhantes. O inquérito segue em aberto para apurar se há mais vítimas. “Estão surgindo novas vítimas, mais antigas. Uma delas de 10 anos atrás”, destacou o delegado.

Denúncias podem ser feitas diretamente na delegacia ou pelo WhatsApp da delegacia: (51) 98443-3481.