Após caso de médico preso por guarda municipal, UPAs de Novo Hamburgo terão segurança privada

Medidas voltadas à segurança de profissionais e à reorganização do atendimento na rede pública de saúde começaram a ser encaminhadas em Novo Hamburgoapós a prisão de um médico registrada na UPA Centro na última semana. As informações foram divulgadas pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), que participou de reunião com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), e confirmadas pela Prefeitura.

Segundo a diretora do Simers, Débora Espírito Santo, a Prefeitura já sinalizava mudanças na segurança — hoje realizada pela Guarda Municipal — antes mesmo do episódio, mas teria acelerado o processo de contratar uma segurança privada após o caso. “Já estavam em processo prévio, mas agora haverá uma maior agilidade na contratação de segurança particular”, afirmou.

De acordo com Débora, a previsão inicial é de contratação de vigilância privada para as duas UPAs do município e também para a emergência hospitalar, com dois profissionais por unidade. A dirigente ressaltou que a responsabilidade pelas contratações é do município.

A Prefeitura confirma a informação e acrescenta que a segurança privada será custeada pela Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), por meio de recursos repassados pela Secretaria Municipal de Saúde. “Será feito um contrato emergencial por conta da urgência e relevância da temática.

Paralelamente, será encaminhada uma licitação para posterior prosseguimento do serviço. Serão dois guardas por UPA e dois guardas na emergência do Hospital Municipal”, reforça. A previsão é de início em semanas, dependendo do trâmite do contrato emergencial, conforme estimativa da a secretária Betina Espindula.

Botão do pânico

Ainda conforme a Prefeitura, um botão do pânico será instalado dentro dos consultórios das UPAS e da Emergência do Hospital Municipal, permitindo comunicação direta com o segurança. Ele poderá ser acionado tanto pelo paciente quanto pelo profissional em caso de situação adversa.

“Estará, neste momento, nas unidades cobertas pela segurança privada (UPAS e emergência do hospital). O prazo de implantação é o mesmo, pois os serviços são vinculados”, explica a titular da SMS

Ampliação do atendimento cogitada

Além das medidas de segurança, também foi mencionada a ampliação do horário de atendimento em unidades básicas de saúde, com a previsão de funcionamento até as 21 horas. A proposta é reduzir a procura por casos de menor gravidade nas UPAs.

Segundo o Simers, a contratação de médicos para essa ampliação ficaria a cargo da Fundação de Saúde Pública, com participação do sindicato nas discussões, mas sem atuação direta no processo. Em nota, a Prefeitura pondera que “informações sobre o horário estendido serão divulgadas oportunamente”.

Guarda municipal remanejado

Ainda conforme a Prefeitura, o guarda municipal envolvido no caso e que estava lotado na UPA Centro foi remanejado. Conforme o diretor Emerson Edinei Lopes, a ação visa preservar a imagem do agente e garantir transparência na apuração dos fatos. Conforme Lopes, a apuração cabe à Corregedoria da Guarda Municipal, ocorrendo de forma autônoma. O órgão emitirá parecer após concluídas as diligências e oitivas necessárias.