Como fica o tabuleiro político no RS se Leite for pré-candidato à presidência da república

Com a desistência de Ratinho Junior como pré-candidato do PSD à presidência, o jogo de peças político voltou a se movimentar, principalmente no Rio Grande do Sul. No Estado, o atual governador Eduardo Leite, juntamente com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, é concorrente para o cargo deixado pelo governador do Paraná.

Caso o líder do partido, Gilberto Kassab, escolha o mandatário do Rio Grande do Sul para assumir a corrida presidencial, Eduardo Leite tem até 4 de abril para se desincompatibilizar do cargo. Na ordem natural, seu vice, Gabriel Souza (MDB), assumiria o cargo, mesmo concorrendo, também, como pré-candidato ao governo do Estado.

Agora, o jogo de peças depende também do movimento do presidente do PSD. Kassab precisa decidir logo quem será seu pré-candidato, já que a legislação eleitoral estabelece o prazo até o início de abril para que o escolhido, Caiado ou Leite, afaste-se dos cargos que ocupa.

Durante a semana, Leite ainda ganhou apoio de Pérsio Arida, um dos pais do Plano Real, e Armínio Fraga, ex-ministro da Fazenda dos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

“É legítima a aspiração do governador Caiado, pela sua trajetória e vida pública, de se apresentar. Mas, na minha leitura, a circunstância política exige que o partido se posicione ao centro — onde não há representante, onde precisamos chamar a reflexão do povo brasileiro para um outro campo político que ainda não está representado neste processo eleitoral”, disse Leite.