O que se sabe sobre caso de professor suspeito de assédio contra alunas em escola de Canoas
Acompanhados de pais e responsáveis, estudantes começaram a ser ouvidos sobre o caso do professor suspeito de assédio e importunação sexual no Colégio Estadual Marechal Rondon, em Canoas. O docente foi preso pela Brigada Militar na última quarta-feira (25), após denúncia de uma adolescente de 14 anos.
Inicialmente, o caso reuniu alunos na Delegacia de Pronto Atendimento, no entanto, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas assumiu a apuração.
Responsável pela Especializada, o delegado Maurício Barison prefere não comentar o caso, mas confirmou que há agentes em cima do inquérito aberto para apurar a conduta do suspeito. “Estamos ouvindo o pessoal do Colégio Marechal Rondon que prestou queixa do professor”, avisou.

Na semana passada, o delegado confirmou que o professor acabou liberado pela autoridade policial, diante da falta de provas que embasassem as acusações. “Não havia elementos para mantê-lo preso”, afirmou o delegado.
Por se tratarem de vítimas entre 12 e 14 anos, a reportagem não destaca os nomes dos envolvidos, conforme vedação prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Entenda o caso
O caso veio à tona na manhã do último dia 25, quando uma suposta “brincadeira” em sala de aula teria servido de estopim para uma série de denúncias.
PMs do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM) correram ao local, mas não acharam o professor. Fugiu pela janela da instituição, conforme relatos. Acabou sendo preso, entretanto, minutos depois, escondido em casa.
Segundo as estudantes, o comportamento considerado inadequado do professor perdura há anos. Os relatos apontam brincadeiras, aproximação além de contato físico com as alunas.
“A minha colega se abaixou e ele parou para olhar a bunda dela”, relatou à reportagem uma estudante. “Então, não satisfeito, fez uma piadinha. Ela não gostou e ele disse que ela ainda pagaria para ele de outro jeito.”
Posicionamento
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação confirmou somente que o professor foi levado à delegacia após denúncias de estudantes.
Além do trabalho de apuração policial, a 27ª Coordenadoria Regional de Educação abrirá sindicância para apuração dos fatos.
Em paralelo, uma equipe da Coordenadoria prestará apoio à comunidade escolar, com ação de acolhimento por meio do Núcleo de Saúde e Bem-Estar.
Marechal Rondon
A direção do Colégio Estadual Marechal também se posicionou por conta das acusações, apontando que a “comunidade escolar foi assolada por uma notícia de assédio sexual de um professor contra alunas, o que resultou no abalo de toda a nossa comunidade”. Ele está afastado durante as investigações.
A nota prossegue apontando que a atual equipe diretiva, que assumiu a gestão em janeiro de 2025, “não tinha conhecimento desses fatos. O primeiro relato chegou até nós ontem [dia 25], quando algumas alunas se apresentaram para compartilhar situações constrangedoras que vivenciaram”.
