Moraes nega pedido para que irmão de Michelle seja cuidador de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta quarta-feira (15) que o irmão de Michelle Bolsonaro, Carlos Eduardo Torres, faça visitas permanentes ao ex-presidente durante a prisão domiciliar.
De acordo com Moraes, visitas permanentes foram autorizadas de forma excepcional a profissionais que exercem o trabalho na casa de Bolsonaro, como médicos, enfermeiros e fisioterapeutas. Outros visitantes foram restringidos por recomendação médica, já que o ex-presidente se recupera de uma broncopneumonia.
Para o ministro, o irmão de Michelle não é profissional da área da saúde e por isso não deve ser uma exceção.
“Não há justificativa para exceção em relação a Carlos Eduardo Antunes Torres, quando a própria defesa admite não ser profissional da área da saúde e que sua presença não se destina a cuidados médicos diretos ao apenado, mas sim ao auxílio em tarefas domésticas e familiares. Mesmo porque, além dos funcionários da própria residência, o custodiado encontra-se 24 (vinte e quatro) horas por dia com seguranças fornecidos pelo próprio Estado brasileiro”, afirmou Moraes.
Ainda segundo o ministro, tornar as regras mais flexíveis para permitir a entrada de pessoas que não se encaixam nos critérios autorizados seria afrouxar de forma indevida as condições para cumprir pena em regime domiciliar.
Moraes deu aval para a prisão domiciliar de Bolsonaro por um período de 90 dias quando o ex-presidente foi internado no final de março. O ministro justificou a decisão com base nos problemas de saúde do ex-presidente.
No início deste mês, a defesa pediu que o irmão de Michelle pudesse permanecer na residência para auxiliar nos cuidados diários.
Logo em seguida, Moraes questionou as qualificações de Carlos Eduardo para que ele atue como cuidador. Em resposta a defesa afirmou que ele não tinha preparo técnico na área da saúde, mas que era uma “pessoa de confiança da
