Investigação contra professor acusado de assédio em escola de Canoas entra em nova fase
A Polícia Civil informou, na manhã de sexta-feira (10), que avança a investigação em torno do caso envolvendo um professor acusado de assédio no Colégio Estadual Marechal Rondon, em Canoas.
O caso veio à tona no último dia 25, quando o professor acabou detido pela Brigada Militar por suspeita de assédio, após uma brincadeira com uma aluna.

Inicialmente, a investigação conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas ouviu todos os estudantes envolvidos. Responsável pela Especializada, o delegado Maurício Barison informou na sexta-feira (10) que a apuração entrou em uma nova fase.
“Ouvimos todos os estudantes e, a partir de agora, vamos concentrar as oitivas nos pais e responsáveis que prestaram queixa”, esclarece.
O delegado confirmou que o professor acabou liberado pela autoridade policial, diante da falta de provas que embasassem as acusações.
“Não havia elementos para mantê-lo preso”, afirmou Barison. “Ele prestou depoimento e acabou posteriormente liberado.”
Por se tratarem de vítimas entre 12 e 14 anos, a reportagem não destaca os nomes dos envolvidos, conforme vedação prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Entenda o caso
O caso veio à tona na manhã do último dia 25, quando uma suposta brincadeira em sala de aula teria servido de estopim para uma série de denúncias.
PMs do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM) correram ao local, mas não acharam o professor. Fugiu pela janela da instituição, conforme relatos. Acabou sendo preso, entretanto, minutos depois, escondido em casa.
Segundo as estudantes, o comportamento considerado inadequado do professor perdura há anos. Os relatos apontam brincadeiras, aproximação, além de contato físico com as alunas.
“A minha colega se abaixou e ele parou para olhar a bunda dela”, relatou à reportagem uma estudante. “Então, não satisfeito, fez uma piadinha. Ela não gostou e ele disse que ela ainda pagaria para ele de outro jeito.”
Posicionamento
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação confirmou somente que o professor foi levado à delegacia após denúncias de estudantes.
Além do trabalho de apuração policial, a 27ª Coordenadoria Regional de Educação abrirá sindicância para apuração dos fatos.
Em paralelo, uma equipe da Coordenadoria presta apoio à comunidade escolar, com ação de acolhimento por meio do Núcleo de Saúde e Bem-Estar.
Colégio Rondon
A direção do Colégio Estadual Marechal também se posicionou por conta das acusações, apontando que a “comunidade escolar foi assolada por uma notícia de assédio sexual de um professor contra alunas, o que resultou no abalo de toda a nossa comunidade”.
A nota prossegue apontando que a atual equipe diretiva, que assumiu a gestão em janeiro de 2025, “não tinha conhecimento desses fatos. O primeiro relato chegou até nós no dia 25, quando algumas alunas se apresentaram para compartilhar situações constrangedoras que vivenciaram”.
