Isenção temporária do ICMS sobre o combustível é necessária para evitar que serviços públicos sejam afetados, diz Granpal

A prestação de serviços públicos no Rio Grande do Sul pode estar em risco em função da crise no Oriente Médio, que ainda não possui data para acabar. Esta é a avaliação da Assembleia Geral Ordinária do Consórcio Granpal realizada nesta quinta-feira (26), no Instituto Caldeira.

Na quarta (25), um levantamento da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) apontava que 166 cidades gaúchas já enfrentavam escassez no abastecimento do diesel.

O encontro de hoje serviu para definir uma posição unificada de pressionar o governo do Estado a definir uma isenção do ICMS sobre o preço dos combustíveis vendidos nos postos gaúchos. Para o presidente do Consórcio Granpal e prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata, a alta nos combustíveis tem afetado empresas, população e municípios.

“A pauta emergente é que o Estado inteiro isente, temporariamente, a cobrança do ICMS sobre o combustível por conta da alta de R$ 1,20 na bomba. Isso tem reflexo no transporte público, na prestação de serviço de ambulâncias e todos os serviços das prefeituras. As empresas têm em média 72 horas até o término do combustível. Após isso, precisam aguardar por novos abastecimentos. Alguns precisam buscar nos postos de gasolina, como também os agricultores não estão recebendo as entregas no campo. Isso atinge toda uma cadeia econômico”, explica Maranata.

De acordo com a Granpal, a alta do combustível tem afetado os horários de prestação de serviços de transporte coletivo, aumentando a prioridade para os momentos de pico e afetando o funcionamento em determinados períodos.

Conforme Maranata, a cada dia as empresas prestadoras dos serviços procuram as prefeituras para comunicar a revisão de horários. O encontro valoriza o esforço conjunto com empresas, mas considera fundamental uma ação de governo para amenizar os efeitos do cenário.